Já vaguei pelos becos imundos
Tempo demais
Conheço o lodo
a solidão
derrota
Conheço um tipo de medo que poucos homens conheceram
um medo que não sei descrever
um medo inserido em mim
durante anos de tentativas frustradas
de erros
de fúria
Conheço toda a fúria dentro de mim
e sei que é preciso CONTROLÁ-LA
uma vez à solta
e o monstro não vai mais embora
nunca
sexta-feira, 20 de julho de 2012
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Aos moderninhos cheios de opnião
a liberdade de expressão é um direito básico
entretanto
às vezes deveríamos pensar no direito básico
de permanecer calado.
entretanto
às vezes deveríamos pensar no direito básico
de permanecer calado.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Tragam-me as carcaças dos mortos
quando a noite chegar
Merda chovendo de todos os lados
Não há poesia suficiente
para aplacar a solidão
Não há garrafas de uísque sufucientes
A Derrota é uma dama Sagaz
te comprando cervejas numa noite de sábado
E você ainda visitando seus fantasmas
Tentado a se livrar da morte que habita seu peito
esse cheiro de enxofre em você
O Perdão tem um preço muito alto
os dias de chuva sozinho
com uma dose de rum para alimentar a dor
figuras anti-poéticas visitando seu abrigo lúgubre
a água que lava as janelas
aumentando a sujeira em você
A luz te mutilando os olhos
decepando sua capacidade de discernimento
Não há beleza que acalme a fúria
Não há veneno que restaure a paz
Tragam-me as carcaças dos mortos
quando a noite chegar
ainda estarei
bem aqui
*Tom Waits - Hold On*
quando a noite chegar
Merda chovendo de todos os lados
Não há poesia suficiente
para aplacar a solidão
Não há garrafas de uísque sufucientes
A Derrota é uma dama Sagaz
te comprando cervejas numa noite de sábado
E você ainda visitando seus fantasmas
Tentado a se livrar da morte que habita seu peito
esse cheiro de enxofre em você
O Perdão tem um preço muito alto
os dias de chuva sozinho
com uma dose de rum para alimentar a dor
figuras anti-poéticas visitando seu abrigo lúgubre
a água que lava as janelas
aumentando a sujeira em você
A luz te mutilando os olhos
decepando sua capacidade de discernimento
Não há beleza que acalme a fúria
Não há veneno que restaure a paz
Tragam-me as carcaças dos mortos
quando a noite chegar
ainda estarei
bem aqui
*Tom Waits - Hold On*
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Não é que eu seja afeito às fugas. não considero mérito nenhum beber até a morte, ou até perder os dedos, como o Lemmy. Não considero virtude a necessidade canalha que me visita em noites tristes. As pessoas tentam me ajudar e eu me sinto abençoado. Entretanto me fecho um pouco mais. Meus problemas não são quadros em exposição agressiva. Não me entenda mal. Não sou melhor do que ninguém pra negar ajuda. Porém fecho a porta do quarto e ouço Tom Waits com uma fervorosidade devota. Me apego às músicas e garrafas e cigarros, na impossibilidade de me entrincheirar entre as pernas dela. Na impossibilidade de rasgar o peito em um blues obscuro. Deito-me sozinho em um quarto alugado. Procuro veias e não encontro. Então bebo um pouco mais. Choro e admiro a morte. Lady suave, que não pode ser trazida à força. Que nunca aceita uma ordem. Me contento com o acre gosto de vinho e continuo por aqui. Enquanto houver Tom waits e cerveja, ainda há uma réstia de esperança.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Solicito uma linha de espera para lugar nenhum. Eu, Fernando, espero pacientemente que não hajam lágrimas. Sei da deserção em noites de angústia. Da fúria em horas de caos. Frequento abrigos lúgubres infectados com o mais doce tipo de morte. Visito incertezas. Sei da insônia antes da morte.
Opto por abandonar o navio. Desisto desse barco imundo nomeado sociedade. Abro mão de novas escolhas. Minhas liberdades. A lua nunca será digna de meus filhos. E o mundo não é limpo o suficiente. Homens demais nele. Loucura, solidão, derrota. A imperdoável sabedoria do ser. A incosistência. incoerência. A falibilidade do Homem. Do Monstro.
Ainda amo alguns cães vadios. E uma mulher. Mas nem isso é capaz de me dar alento. Apagaram a luz, no fim do túnel. E simplesmente ligaram o som. Tocando a pior música do mundo. O som de gatilhos em movimentação frenética. Prestem atenção. Vocês vão ouvir também. É a arma na sua cabeça. Aguardando. O fechar dos seus olhos.
Opto por abandonar o navio. Desisto desse barco imundo nomeado sociedade. Abro mão de novas escolhas. Minhas liberdades. A lua nunca será digna de meus filhos. E o mundo não é limpo o suficiente. Homens demais nele. Loucura, solidão, derrota. A imperdoável sabedoria do ser. A incosistência. incoerência. A falibilidade do Homem. Do Monstro.
Ainda amo alguns cães vadios. E uma mulher. Mas nem isso é capaz de me dar alento. Apagaram a luz, no fim do túnel. E simplesmente ligaram o som. Tocando a pior música do mundo. O som de gatilhos em movimentação frenética. Prestem atenção. Vocês vão ouvir também. É a arma na sua cabeça. Aguardando. O fechar dos seus olhos.
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